Se trata do sofrimento de algumas periquitas na impossibilidade de
colocar um ovo que se encontra preso por motivos externos á sua vontade.
Sê não agirmos rápidamente pode resultar na certeza da morte da fêmea
em pouco tempo além das fortes dores que ela ficará sentindo durante
todo o tempo. As causas da obstrução da cloaca podem ser varias, sobre tudo
se são fêmeas muito jóvens e por isso impróprias para criar. Também
pode se encontrar a causa em um ambiente muito frio que dificulte a
dilatação da cloaca e daí maior ocorrência no inverno. Há também a
possibilidade de um forte susto que segundo alguns criadores é um fator
que pode contribuir para entalar o ovo.
Síntomas: Estas fêmeas
se portam como se estivessem sentadas em suas próprias pernas ou no
fundo da gaiola e com as penas oriçadas, respirando fortemente e movendo
a cola para cima e para baixo. A cloaca estará enrijecida e inchada,
algumas vezes com o oveiro para fora. Sê apalparmos com muito cuidado o
abdomen notaremos o ovo.
Tratamento: Em nenhum caso devemos
tentar empurrar o ovo com força para que ele saia, pois poderia quebrar e
seria de um grande risco de morte. O tratamento é dar calor para a
fêmea para que ajude na dilatação e o ovo consiga ser expulso. É
indicado uma gota de oliva na boca e algumas gotas na cloaca, depois,
segurando-a firme com uma das mãos podemos aproximar a cloaca de um copo
ou outro vasilhame com água quente para que o calor do vapor ajude na
dilatação e com bastante cuidado para não queimá-la. Isto deve ser feito
por uns 10 minutos seguidos e a cada duas ou três horas. O ideal seria
colocar uma bolsa ou saco plástico com água quente no fundo da gaiola
protegido por um pano úmido. Ela ficaria sobre este material o que iria
ajudar bastante na dlatação. A gaiola tem obrigatóriamente que ficar
coberta por m pano ou um plástico para que se consiga uma boa
temperatura. O calor é o segredo do sucesso no tratamento.
Como
recomendação para evitar este acidente devemos aquecer o ambiente do
criadouro no inverno e principalmente só acasalar fêmeas na idade adulta
Hoje em dia é realmente fato que a utilização da consanguinidade,
quando aplicada de maneira correta, pode trazer grandes benefícios para
um programa de seleção genética consistente. No entanto, há várias
maneiras de utilizá-la. A consanguinidade muito próxima, entre pais e
filhos, irmãos próprios e até mesmo meio-irmãos não é o método mais
utilizado em programas de seleção genética
de médio e longo prazo, que visam principalmente o aprimoramento
genético consistente. Esses acasalamentos citados, embora possam ser
realmente úteis em situações específicas, irão proporcionar, em um curto
período a produção de "clones" do indivíduo fundador da linhagem. Esse,
certamente não é o principal objetivo de um programa consistente de
aprimoramento genético que, como o próprio nome diz, busca sempre "ir
além", produzindo a cada geração indivíduos mais elaborados . Nesse
tipo de programa de seleção genética, os acasalamentos mais utilizados
são aqueles que abrangem a consangüinidade mais distante, como por
exemplo "Tio-Sobrinho", "Avós-Netos" e muito esporadicamente em casos de
real necessidade para se perpetuar algum patrimônio genético "quase"
extinto, os chamados meio-irmãos. Não bastasse isso, a consangüinidade
mais próxima (pais com filhos, irmãos com irmãos) aumenta em muito a
possibilidade de ocorrência das chamadas "homozigoses indesejadas", que
nada mais são do que justamente a possibilidade de genes recessivos
causadores de problemas físicos, que podem eventualmente estar sendo
portado por um determinado exemplar, acabarem por se manifestarem pela
ocorrência do confronto gênico que esse tipo de acasalamento propicia em
uma porcentagem muito maior. Em todos esses anos em que venho
desenvolvendo as minhas próprias linhas de sangue, pude constatar "na
prática", que o tipo de acasalamento consangüíneo que mais oferece bons
resultados, no que diz respeito ao aprimoramento genético, e com um
risco muito menor de ocorrência de problemas físicos é, certamente, o
acasalamento entre "Tio-Sobrinho". Já li artigos sobre a utilização do
"in-breeding" (consangüinidade bem próxima), que defende a idéia de que
esse sistema seria o "ideal" para se homogeneizar um plantel. Se a
intenção for formar um plantel de "clones", acredito que seja pertinente
essa afirmação. No entanto, os grandes criadores da atualidade
conseguiram uma consistência extraordinária nas suas linhas de sangue
através do "Line-Breeding", que é justamente essa consangüinidade mais
distante, principalmente entre tios-sobrinhos. Vale lembrar, também, que
seguir de maneira intransigente qualquer "fórmula mágica" para se
produzir periquitos campeões, seja no processo de seleção genética e até
mesmo na criação e manejo, levará qualquer criador bem intencionado ao
caminho da "frustração e da amargura". O que esses grandes criadores
fazem no que diz respeito ao programa de seleção genética, é sim a
utilização do que eu chamaria de "sistema híbrido", onde se desenvolvem
efetivamente as linhas de sangue, mas ao mesmo tempo também se busca o
aprimoramento das mesmas através do choque de indivíduos que mesmo que
não sejam "parentes diretos", são oriundos de linhas de sangue
consistentes, que já vem há muitas gerações sendo acasalados na
consangüinidade indireta. Esse processo é diferente do chamado
"Out-Crosser", pois o Out-Crosser é caracterizado por acasalamentos
entre indivíduos não aparentados e que também são originários de
acasalamentos "aleatórios", sem a utilização da consangüinidade. A razão
pela qual a consangüinidade permite a perpetuação de características
físicas nos exemplares é pelo fato de que as características físicas são
determinadas não pela ação de genes isolados (como ocorre na maioria
dos casos na genética que determina as "cores" e os "desenhos de asas"
dos periquitos), mas sim pela ação conjunta de vários genes
(recombinação gênica), e que são desconhecidos pela ciência. O que
se consegue avaliar, é o resultado que essas recombinações gênicas
propiciam, justamente através da criação de exemplares de alta
qualidade. O que se faz então é agrupar esses exemplares em "famílias",
formando-se assim as chamadas "linhas de sangue". Na prática o que
ocorre é que, no momento em que você está agrupando esses exemplares em
famílias, você também está conseqüentemente, selecionando essas chamadas
"recombinações gênicas" (que produzem os aspectos físicos desejáveis),
mesmo sem conhecermos cientificamente "quem são elas" e "como elas
agem". Essa prática, ao longo do tempo, geração após geração, é que
permite o desenvolvimento de linhas de sangue e de plantéis extremamente
consistentes, que atravessam décadas.